Balanço do Santander: Cautela com Provisões Pesa no Lucro

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Balanço do Santander: Cautela com Provisões Pesa no Lucro Trimestral, mas Melhora na Eficiência e Inadimplência se Destacam.
Análise Completa: Santander (SANB11) Divulga Resultados do 2º Trimestre de 2025 em Meio a Cenário Desafiador

São Paulo, 30 de julho de 2025 – O Santander Brasil (SANB11) abriu a temporada de balanços dos grandes bancos com a divulgação de seus resultados do segundo trimestre de 2025. Em um ambiente macroeconômico marcado por juros elevados e maior seletividade no crédito, o banco apresentou números que, embora demonstrem uma desaceleração em relação ao trimestre anterior, superam o desempenho do mesmo período de 2024 e reforçam a resiliência de sua estratégia.

Com o mercado atento, a ação da companhia (unit SANB11) fechou o pregão de ontem, 29 de julho, cotada a R$ 26,37.

Desempenho do 2º Trimestre de 2025: Lucratividade e Cautela

O banco reportou um lucro líquido gerencial de R$ 3,7 bilhões, representando uma queda de 5,2% em comparação com o primeiro trimestre de 2025, mas um avanço significativo de 9,8% em relação ao segundo trimestre de 2024. A rentabilidade sobre o patrimônio líquido (ROAE) ajustado atingiu 16,4%, uma retração de 1,1 ponto percentual na comparação trimestral, porém uma melhora de 0,8 ponto percentual na base anual.

Este resultado reflete uma postura mais cautelosa do banco, evidenciada pelo aumento da Provisão para Devedores Duvidosos (PDD), que cresceu tanto na comparação trimestral quanto na anual. Essa movimentação indica uma preparação para um cenário de maior risco de crédito, ainda que o índice de inadimplência acima de 90 dias tenha apresentado uma melhora, caindo para 3,1%.

A margem financeira com clientes foi um dos destaques positivos, com um crescimento de 11,3% em doze meses, impulsionada pela boa gestão de preços e volumes. As receitas de comissões e prestação de serviços também mostraram solidez, alcançando R$ 5,2 bilhões.

Evolução dos Principais Indicadores nos Últimos Trimestres

Para contextualizar o desempenho atual, é fundamental observar a trajetória dos principais indicadores do Santander ao longo dos últimos trimestres:

Indicador 3T24 4T24 1T25 2T25
Lucro Líquido (R$ bi) 3,7 3,9 3,9 3,7
ROE Gerencial 17,0% 17,2% 17,4% 16,4%
Carteira de Crédito (R$ bi) 663,5 682,7 682,3 675,5
Inadimplência (>90 dias) 3,2% 3,2% 3,3% 3,1%
Índice de Eficiência 38,9% 37,4% 37,2% 36,8%
P/L (Preço/Lucro) ~8,0 ~7,4 ~7,07 ~7,05

A tabela evidencia que, após uma recuperação robusta na virada do ano, o segundo trimestre de 2025 representou uma acomodação nos lucros e na rentabilidade. Por outro lado, o banco atingiu seu melhor índice de eficiência (36,8%) dos últimos três anos, sinalizando um controle de custos eficaz e os frutos da sua transformação digital.

Análise de Múltiplos: P/L em Nível Atrativo

Com o fechamento da ação em R$ 26,37 e o lucro acumulado nos últimos doze meses, o múltiplo Preço/Lucro (P/L) do Santander situa-se em aproximadamente 7,05 vezes. Este patamar é inferior ao observado nos trimestres anteriores, indicando que a ação está sendo negociada a um preço mais descontado em relação aos seus lucros. Para investidores de valor, um P/L mais baixo pode sinalizar um ponto de entrada interessante, considerando a solidez e a posição de mercado do banco.

Em suma, o resultado do Santander no segundo trimestre de 2025, embora sem grandes surpresas, confirma a capacidade do banco de navegar em um cenário adverso, mantendo a lucratividade e a solidez de seu balanço. A gestão prudente do risco de crédito e o foco contínuo em eficiência operacional são os pilares que sustentam a estratégia e devem continuar a guiar o desempenho da instituição nos próximos trimestres.

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